Investimento de 300 milhões promete mudar frente ribeirinha de Lisboa a Oeiras

Fri 2 Aug 2019

A zona entre Pedrouços e Cruz Quebrada, num total de 64 hectares, vai ganhar uma marina, um espaço para empresas e centros de investigação, um hotel e zonas de restauração.

Juntamente com privados, o Governo vai investir 300 milhões de euros até 2030 para requalificar a zona ribeirinha entre Pedrouços e Cruz Quebrada. O futuro Ocean Campus vai ter uma marina, espaços para empresas e centros de investigação, restaurantes e até um hotel. Durante a apresentação do projeto foi ainda anunciada a requalificação das praias de Algés e da Cruz Quebrada.

É conhecido como a “nova Expo” da zona ocidental da capital. O Ocean Campus contempla uma área total de 64 hectares e vai dar uma nova vida à linha de praia entre Lisboa e Oeiras. A maioria do investimento vai ser feita por privados (219 milhões de euros), 25% vai ser público-privado (76 milhões de euros), enquanto ao Estado caberá 2% do investimento, no total de cinco milhões.

As obras de requalificação vão acontecer em três fases.

Na primeira etapa, que vai custar 117,9 milhões de euros e deverá estar concluída em 2022, serão construídos laboratórios do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), residências temporárias para investigadores e centros de investigação, espaços de restauração, edifícios para empresas e a futura Marina de Pedrouços, cujo concurso foi lançado também esta segunda-feira.

Numa segunda fase, orçamentada em 152,2 milhões de euros e com data de conclusão de 2026, vão nascer a Marina do Jamor, um hotel, um espaço empresarial e novos centros de investigação e a Blue Business School.

Por fim, a terceira e última etapa custará apenas 30 milhões e vai passar por pequenos arranjos externos e acessibilidades, que deverão estar finalizados até 2030.

A ideia do Governo passa por criar um campus de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (ID&I) internacional de atividades ligadas ao mar, bem como “agregar, sob a temática do mar, vários organismos, serviços e instituições públicas, polos universitários, laboratórios de investigação”. Além disso, pretende-se ainda “criar uma zona embrião de startups, salas de reuniões, auditório e zona de exposições”, apostando na reabilitação da Doca de Pedrouços e dos armazéns da Docapesca.

Na apresentação do projeto, que decorreu esta segunda-feira, Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, anunciou também a requalificação das praias de Algés e da Cruz Quebrada, esperando-se que venham a ter Bandeira Azul no futuro.

Artigo original aqui

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