Franceses continuam a ser os estrangeiros que mais imóveis compram em Portugal

Thu 17 Oct 2019

Franceses continuam a ser os estrangeiros que mais imóveis compram em PortugalSeguem-se britânicos e brasileiros, alemães e chineses, segundo dados da APEMIP.

Os franceses são os estrangeiros que mais investem em Portugal na compra de imóveis, uma tendência que se tem mantido nos últimos tempos e que se voltou a verificar no primeiro semestre de 2019. Entre os investidores internacionais, os gauleses têm uma quota de 21%. Seguem-se na lista cidadãos do Reino Unido e Brasill (18% em ambos os casos), da Alemanha (9%) e da China (7%).

Em causa estão estimativas apuradas pelo Gabinete de Estudos da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).

“Os franceses continuam no top dos que mais investem em imobiliário português. Não há dúvida de que esta rota veio para ficar, e acentua-se a diversificação deste investimento, que não se centra apenas nas principais cidades. Com o aumento de preços nos grandes centros urbanos, há uma procura cada vez mais acentuada em zonas de menor densidade populacional”, diz em comunicado Luís Lima, presidente da entidade. 

Sobre o investimento britânico, o representante das mediadoras imobiliárias considera que é expectável que mantenha esta representatividade, mesmo com as dúvidas que o Brexit ainda gera.

“(...) A representatividade britânica tem vindo a crescer no investimento imobiliário. Os ingleses estão neste momento à procura de outros cestos para colocar os seus ovos, e o imobiliário português continua a ser um porto seguro de investimento. Ao contrário do que se poderá verificar noutros setores de exportação, o imobiliário não deverá sentir com tanta intensidade os efeitos do Brexit (...). No panorama imobiliário nacional, e tal como disse no dia do referendo, o programa de Autorização de Residência para Atividades de Investimento (Golden Visa) poderá tornar-se uma via bastante interessante para este mercado, caso se verifiquem restrições à livre circulação”, referiu Luís Lima.

Relativamente às tipologias mais procuradas pelos estrangeiros, prevalecem os T3 (46%), os T2 (37%) e os T1 (15%), revela a APEMIP, adiantando que nos primeiros seis meses do ano o investimento estrangeiro representou cerca de 16% do total das transações.


Leia o artigo original aqui. 

 

 

 

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